Voa, libelinha
10 April 2008
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No imenso prado das flores pretas
aparesce uma libelinha de cores,
tímida mais poderosa, doente mais vibrante.
E procura um caminho de luz, de vida,
batendo as alas muito de vagar, mais decidida.
Voa tremando,
liberando-se das ataduras do passado,
dos placeres desmedidos,
da linha vermelha da passiões impossíveis.
Voa, voa libelinha,
pelo campo das flores pretas.
Voa à procura da luz da vida,
e apaga a oscuridade dos aredores.
Voa até o sol.

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